kdd-book lê um livro ou um guia técnico e separa cada conselho em três categorias honestas: o que um computador pode verificar automaticamente, o que é uma técnica real mas exige critério humano, e o que é apenas conhecimento de contexto. Depois constrói, para cada trecho verificável, uma checagem automática e um exercício prático com solução.
Um livro de boas práticas diz o que fazer. Mas ninguém te avisa, enquanto você escreve código, se está realmente cumprindo aquilo — até que alguém revise seu trabalho, ou até o erro já estar em produção.
"Nomeie suas variáveis com clareza." "Não repita código." São ideias corretas, mas nenhum computador as entende do jeito que estão escritas.
Alguns conselhos têm uma regra clara e verificável. Outros dependem do contexto e do critério de quem programa. Tratá-los da mesma forma é o erro mais comum.
Sem uma checagem automática, "praticar" um livro é só reler. kdd-book constrói o exercício e o corretor para cada técnica que pode ser realmente verificada.
O mesmo método já foi aplicado a 15 fontes diferentes — de guias de estilo a especificações técnicas e até textos puramente filosóficos.
Cada ideia do livro vira um nó de conhecimento: um título, uma descrição e a origem exata. Nada é inventado — tudo pode ser rastreado até o texto original.
Cada nó recebe um de três rótulos: mensurável (existe uma regra clara), critério (é real, mas não tem um limiar binário) ou conhecimento (contexto, não uma técnica).
Para cada técnica mensurável, um instrumento a verifica em segundos, além de um exercício com uma versão quebrada e uma correta — provando que o instrumento distingue as duas.
Um exemplo real de cada categoria, tirado das fontes já processadas.
PEP 8, o guia de estilo do Python. Uma regra exata: pode ser contada e verificada em qualquer arquivo.
Código Limpo, de Robert C. Martin. É um conselho real e valioso, mas não há um limiar que separe um bom nome de um ruim.
O Zen do Python. É sabedoria de design, não uma técnica com uma propriedade a verificar.
Nenhuma das duas fontes abaixo "falhou". Cada uma mediu exatamente o que havia para medir.
Um guia de estilo pensado para ser aplicado por uma ferramenta automática. Quase tudo que ele diz tem uma regra exata por trás.
19 frases de sabedoria de design ("simples é melhor que complexo"). Nenhuma tem um limiar binário — e forçar uma seria distorcer o que o texto realmente diz.
Várias das fontes mais recentes foram construídas por um agente de IA externo, sem supervisão durante a triagem. Cada resultado foi rodado de novo do zero, cada regra sofreu "sabotagem" deliberada para confirmar que realmente detecta o erro que diz detectar, e os atalhos proibidos foram reconstruídos à mão para comprovar que o corretor os bloqueia. Em duas rodadas distintas, essa verificação encontrou defeitos reais — uma vez, cobertura incompleta; outra vez, um teste que não bloqueava de fato o atalho que dizia bloquear — e ambos foram corrigidos antes de aceitar o resultado. Nenhuma afirmação é aceita só porque o agente disse que funcionou.