Desenvolvimento Guiado por Conhecimento

Um livro técnico te dá conselhos. Este projeto os transforma em algo que pode ser conferido.

kdd-book lê um livro ou um guia técnico e separa cada conselho em três categorias honestas: o que um computador pode verificar automaticamente, o que é uma técnica real mas exige critério humano, e o que é apenas conhecimento de contexto. Depois constrói, para cada trecho verificável, uma checagem automática e um exercício prático com solução.

O problema

Ler um livro técnico não significa que você aplicou certo

Um livro de boas práticas diz o que fazer. Mas ninguém te avisa, enquanto você escreve código, se está realmente cumprindo aquilo — até que alguém revise seu trabalho, ou até o erro já estar em produção.

01

O conselho é só texto

"Nomeie suas variáveis com clareza." "Não repita código." São ideias corretas, mas nenhum computador as entende do jeito que estão escritas.

02

Nem tudo é mensurável

Alguns conselhos têm uma regra clara e verificável. Outros dependem do contexto e do critério de quem programa. Tratá-los da mesma forma é o erro mais comum.

03

Ninguém pratica com retorno real

Sem uma checagem automática, "praticar" um livro é só reler. kdd-book constrói o exercício e o corretor para cada técnica que pode ser realmente verificada.

Como funciona

Três passos, sem atalhos

O mesmo método já foi aplicado a 15 fontes diferentes — de guias de estilo a especificações técnicas e até textos puramente filosóficos.

Extrair o grafo

Cada ideia do livro vira um nó de conhecimento: um título, uma descrição e a origem exata. Nada é inventado — tudo pode ser rastreado até o texto original.

Classificar com honestidade

Cada nó recebe um de três rótulos: mensurável (existe uma regra clara), critério (é real, mas não tem um limiar binário) ou conhecimento (contexto, não uma técnica).

Verificar de verdade

Para cada técnica mensurável, um instrumento a verifica em segundos, além de um exercício com uma versão quebrada e uma correta — provando que o instrumento distingue as duas.

As três categorias

Nem todo conselho é igual, e dizer isso faz parte do método

Um exemplo real de cada categoria, tirado das fontes já processadas.

MENSURÁVEL

"Duas linhas em branco entre funções"

PEP 8, o guia de estilo do Python. Uma regra exata: pode ser contada e verificada em qualquer arquivo.

CRITÉRIO

"Escolha nomes que revelem a intenção"

Código Limpo, de Robert C. Martin. É um conselho real e valioso, mas não há um limiar que separe um bom nome de um ruim.

CONHECIMENTO

"Namespaces are one honking great idea"

O Zen do Python. É sabedoria de design, não uma técnica com uma propriedade a verificar.

Em números

O estado atual do projeto, remedido do zero a cada vez

15 fontes processadas
727 técnicas identificadas
151 exercícios verificáveis
304 testes próprios, todos passando
Duas respostas honestas

Às vezes o resultado correto é "quase nada aqui é mensurável"

Nenhuma das duas fontes abaixo "falhou". Cada uma mediu exatamente o que havia para medir.

PEP 8 — guia de estilo do Python

69% de suas técnicas são mensuráveis

Um guia de estilo pensado para ser aplicado por uma ferramenta automática. Quase tudo que ele diz tem uma regra exata por trás.

O Zen do Python

0% de suas técnicas são mensuráveis

19 frases de sabedoria de design ("simples é melhor que complexo"). Nenhuma tem um limiar binário — e forçar uma seria distorcer o que o texto realmente diz.

Construído por um agente de IA. Verificado à mão, duas vezes, por outro.

Várias das fontes mais recentes foram construídas por um agente de IA externo, sem supervisão durante a triagem. Cada resultado foi rodado de novo do zero, cada regra sofreu "sabotagem" deliberada para confirmar que realmente detecta o erro que diz detectar, e os atalhos proibidos foram reconstruídos à mão para comprovar que o corretor os bloqueia. Em duas rodadas distintas, essa verificação encontrou defeitos reais — uma vez, cobertura incompleta; outra vez, um teste que não bloqueava de fato o atalho que dizia bloquear — e ambos foram corrigidos antes de aceitar o resultado. Nenhuma afirmação é aceita só porque o agente disse que funcionou.